O céu está parado, não conta nenhum segredo
A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
A areia do tempo escorre entre meus dedos
Ai que medo de amar!A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
A areia do tempo escorre entre meus dedos
O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam
Entre elas e eu, que imenso abismo secular...
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
Entre elas e eu, que imenso abismo secular...
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
Ai que medo de amar!
Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo
Tanta promessa de amor, tanto carinho pra dar
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
E parto a cantar canções, sou um poético jogral
Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço...
Sou como a última sobra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!... como por ti padeço...
Tanta promessa de amor, tanto carinho pra dar
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
Ai que medo de amar!
Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso E parto a cantar canções, sou um poético jogral
Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço...
Ai que medo de amar!
E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço Sou como a última sobra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!... como por ti padeço...

Um comentário:
Belissimo...
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