segunda-feira, 19 de maio de 2008

Medo que dá medo do medo que dá.

Se comunicavam como quase num sussurro, e cada palavra e olhares bastavam para eles.
Ninguém poderia entender o que ele dizia a ela, porque além dessas palavras bonitas que a ensinava, saíam coisas do coração, que só ela conseguia compreender, talvez pela semelhança entre ambos... (ou não)
Um aperto bem forte a surpreendia vez em quando. Era quando ele tocava em sua ferida mais escondida. Mas isso não a afetava tanto, ao contrário, lhe agradava aquela entorpecência. Não que fosse sádica, mas aquela dorzinha a mostrava que estava viva, e não era à toa.
Queria aprender, bater a cabeça, se levantar e ter alguém que lhe desse a mão. O problema (e era aí que ela sofria de verdade), era que não tinha a certeza de até quando o teria por perto sussurrando, cumplice, e a olhando daquele jeito que só ele sabia...


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
Medo circulando nas veias ou em rota de colisão
Medo é de deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá

sábado, 17 de maio de 2008


Olho para o nada, buscando inspiração. Alguma inspiração diferente das que já tive ou tenho tido. Fixo o olhar em alguma coisa, viajo com o pensamento. Procurando por uma piada, caçando uma imagem nova, vasculhando por uma memória ou lembrança que não me faça lembrar ele, pensar nele... Tudo que vejo, penso, falo, ouço ou sinto é ele. Um ser onipresente.. Onipresente no meu ser. Já senti tanta coisa que nem sou capaz de me definir, na essência sei que sou o mesmo, mas já troquei tanto de camadas que nem sei qual vestir, todas parecem ruins. Tenho medo de encarar essa situação do pior jeito, arriscando sair sem camada alguma, em carne VIVA, só pra sentir de novo como é o gosto de viver...

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto, onde estarão?

sábado, 10 de maio de 2008



Minha vida, nossas vidas, formam um só diamante.


Todas as coisas são inexplicáveis, as outras vão além disso. não há como sintetizar.
olhar para cartas e não ver nada. nenhuma conexão. nenhuma ligação. nem passado, nem presente, e futuro.
always win...
mantenha lá. deixe a sintonia, que insiste em ficar na cabeça. sintonia, sintonia, sintonia.
e porque não é só isso? dor de cabeça? coisa de insônia, coisa...?
a voz me acalma, a presença me acalenta, a confiança entra pelos meus poros, purificando minh'alma.
um banho pra lavar o corpo e o espirito, uma musica pra chorar por anos a fio. cem anos.
cem anos de solidão.
largue as cartas, o zodíaco, a sorte, as leituras. always win, always win...



Aprendi novas palavras, e tornei outras mais belas.