domingo, 2 de março de 2008


Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe quando termina - ela repetiu olhando-se bem nos olhos, em frente ao espelho - ou quando começa. Como o carrinho da montanha-russa, naquele momento lá no alto, justo antes de despencar em direção. Em direção a que? Depois de subidas e descidas, em direção àquele insuportável ponto seco de agora. Só lhe restava acender outro cigarro, e foi o que fez.


'Como pode alguém sonhar, o que é impossível saber? Não te dizer o que penso, já é pensar em dizer...'

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